Um Mix

Nas imagens de “Telephone”, Lady GaGa e Beyoncè encarnam criminosas que, depois de envenenarem sanduíches, matam todos os clientes de uma lanchonete. O clipe de quase dez minutos, dirigido por Jonas Akerlund, começa numa penitenciária, para onde Lady Gaga é levada. Logo na primeira sequência, a cantora é jogada numa cela e deixada seminua. Depois, beija uma mulher e aparece um óculos feitos de cigarros. Há também uma cena de briga de mulheres. Beyoncé só aparece na segunda parte do clipe. Ela aparece para buscar Gaga na prisão e é carinhosamente chamada pela loura de “Honey bee” (algo como “abelha de mel”). Tyrese Gibson também faz uma participação especial no vídeo. Segundo o site NME, em apenas 12 horas na internet, o clipe foi visto por mais de 500 mil pessoas.

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Por: Edu Henrique | Foto: arquivo pessoal Aline Lee

A Dj Aline Lee começou sua carreira como promotora de eventos criando a G3 Parties e realizando um trabalho inédito na cidade de Tubarão, promovendo Festas para o segmento GLS. Já passou por diversas casas e festas em Santa Catarina e tocou ao lado de nomes famosos. Atualmente ela inicia um novo projeto de eventos, a Unique Label Party, que estreia no próximo dia 27. O papo é especialmente para o dia internacional da mulher.

UM: O que representa para você ser uma mulher com uma profissão diferente, com uma orientação sexual diferente e que participa de projetos diferentes em país que não vê as diferenças como algo normal?

AL: Por mais que não aparente, porque não costumo expressar isso, tenho uma preocupação social constante e levo essa postura para o meu trabalho. É por isso que tento transparecer respeito por aqueles com quem convivo, para quem realizo meus eventos, para quem está perto ou longe da minha realidade. Tento no dia a dia mostrar que, na verdade, as minhas “diferenças” não obstruem meu caráter, nem me moldam e que pessoas como eu (gays, lésbicas, etc) podem viver tranquilamente em sociedade, respeitando e sendo respeitadas. Conquisto a cada dia mais espaço e acredito que seja por não me subjugar e por não permitir que me menosprezem por isso ou aquilo.  Tenho muito orgulho do meu trabalho e acredito que as diferenças existem sim, mas que são vencidas dia a dia com militância, aproximação, respeito e postura.

UM: A homofobia em relação às mulheres homossexuais é maior do que a sofrida pelos homens homossexuais em geral? Como você vê a questão da aceitação?

AL: No meu caso posso dizer que já sofri discriminação, mas isso aconteceu quando ainda não sabia me posicionar, quando tudo ainda era muito novo para mim. Mas isso não é motivo para relaxar. Sei da existência de muitos casos graves, que vão de discriminação verbal a agressão física. A aceitação tem que partir primeiramente da própria pessoa independente se é homem ou mulher, digo isso porque sou extremamente contra aqueles que, como dizemos, ficam no armário. Essa atitude faz muitas vezes aparentarmos ser uma minoria insignificante, sendo que na verdade somos muitos. Acredito muito na postura de cada um. Sofremos muito quando nos assumimos e é isso que muitas pessoas temem, é por isso que muitos preferem se esconder. Mas penso que pra cada escolha na vida há um peso, e que temos que assumir as consequências de nossos atos e de nossas omissões. É mais fácil pagar o preço, libertar-se e ser quem você é. Quanto mais pessoas viverem assim, mais gente vai conseguir sair do armário, seremos mais vistos, em maior número e consequentemente mais respeitados.

UM: As lésbicas brasileiras possuem bons motivos para comemorar o dia internacional da mulher?

AL: Acho que ainda não temos muitos motivos para comemorar. Claro que as coisas já mudaram muito, hoje temos presença assumida em diversos lugares, da Casa Branca a reallity shows como o Big Brother Brasil. Isso faz com que muitas pessoas que não convivem diariamente com essa realidade conheçam um pouco mais sobre o assunto. Mas ainda falta muito para fazer, não me refiro só as lésbicas mas as mulheres em geral. Existem muitas portas ainda por se abrirem. As mulheres precisam tomar seus lugares devidos, seja na política, nas empresas, na família, onde for. Muito já foi conquistado, mas ainda há um longo caminho a percorrer.

UM: O que você considera importante e que pode ser feito por governos e pessoas para que esse longo caminho possa ser encurtado?

AL: Acho que todos podem contribuir de alguma forma. Seja através do governo com campanhas educacionais, ações sociais, apoio às ONGs que defendem os direitos dos homossexuais. Seja nas escolas através de professores ensinando o combate à discriminação e a aceitação das diferenças. Acredito que somente a educação pode erradicar os preconceitos da sociedade, desde que as pessoas sejam educadas para respeitar o próximo. Os pais têm um papel fundamental na formação de seus filhos, eles são modelos geralmente seguidos. E é aí onde se deve cultivar o respeito e tolerância para que no futuro tenhamos seres humanos com mais apreço e consideração pelo próximo seja ele como for.

UM: Recentemente o Um Mix proporcionou uma discussão a respeito da sigla adotada para o que diz respeito ao contexto político e social dos homossexuais. A mudança de GLBT para LGBT realmente ajuda a dar maior visibilidade à causa das lésbicas ou a questão da postura quanto à militância ultrapassa a questão burocrática de ter essa ou aquela letra à frente na sigla?

AL: A alteração na ordem das iniciais está longe de solucionar alguma coisa. O que faz a diferença, na minha opinião, são as ações, a própria militância em si. A visibilidade deste ou daquele grupo tem de ser conquistada e não imposta. Isso só gera polêmica e não acrescenta nada a causa.

UM: Você ficou famosa por ter sido uma das sócias da G3, a primeira festa voltada ao público GLS na região de Tubarão. Como foi a experiência? O que representa ter sido vanguardista? Por que a G3 não continuou?

AL: Fico muito feliz por tudo isso, essa etapa foi muito enriquecedora para mim. Tenho muito orgulho de ter feito parte de um uma iniciativa pioneira e tão ousada, corremos muitos riscos, mas a resposta do público foi nosso maior aplauso. Quando começamos tivemos que buscar apoio em uma cidade totalmente fechada e preconceituosa, as pessoas tinham medo de ir às festas e serem repreendidas. Quem costumava sair à noite tinha que ir pra outras cidades como Floripa e Criciúma para poder se divertir. Aos poucos fomos ganhando espaço, superando as dificuldades e conquistando o público. Porém, infelizmente os compromissos profissionais de cada sócio tomaram rumos diferentes. Com a carreira de DJ impulsionada quis dar mais margem à experiência que poderia adquirir viajando e conhecendo outras casas e festas. Mas como tudo que é bom merece continuação estreio o projeto Unique Label Party, dia 27/03, relembrando tudo o que houve de bom no período da G3 Parties e acrescentando toda a experiência que obtivemos conhecendo outros eventos Brasil afora.

UM: A Dj Aline Lee gosta de ouvir tudo o que toca nas festas? Qual seu gosto musical?

AL: Eu ouço de tudo. Até porque preciso estar antenada em todas as novidades do cenário musical mundial. Mas curto mesmo um som mais alternativo, aquilo que muitas vezes é pouco conhecido, um som não tão comercial quanto o que se toca em festas. Gosto de electro, house e tribal principalmente.

UM: O que não pode faltar nas festas da Aline Lee?

AL: Música de qualidade e para isso bons profissionais. Atrações que o público quer e gosta de ver. Temas inovadores que contagiam as pessoas. Tudo o que venha a deixar o público satisfeito e esperando uma próxima edição. E com certeza a Unique trará todos esses quesitos e mais, é só aguardar.

UM: Que mensagem você deixaria para todas as mulheres?

AL: Que façam mais do que comemorar a data do dia internacional da mulher, celebrando apenas no dia 8 de março. Que possam transformar todos os dias em momentos especiais e significativos, lutando pelos seus direitos, por igualdade e por respeito.

A peça teatral Figo estreia hoje em Blumenau e só faz confirmar o que todos sabemos, porém, não assumimos: o fato de que aquele povo loiro e de olhos azuis dá um banho de cultura em muitas cidades ditas como “grandes, metrópoles ou simplesmente capitais”. Blumenau é berço de grandes escritores, poetas e pensadores. Basta lembrar Urda Alice Klueger e Lindolf Bell. Voltando a falar de Figo, sim é uma peça com temática homossexual e que não veio para inverter o preconceito ou transformar os gays em seres que se assemelham com mocinhos de novelas. Figo simplesmente conta uma história de amor entre dois homens.

Vejam o que o Jornal de Santa Catarina publicou sobre a peça:

TEATRO

O mesmo fruto

O AMOR HOMOSSEXUAL É TEMA DA PEÇA FIGO, ENCENADA DE HOJE A DOMINGO PELO GRUPO K NA FUNDAÇÃO CULTURAL

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Em uma festa, um baile, um lugar público, um casal troca olhares. A insinuação visual passa a fluir para os corpos, que se aproximam. Ali, sob os olhares atentos de todos, trocam abraços e beijos. Nada pareceria incomum se os carinhos fossem entre um homem e uma mulher. Mas você tem certeza que sua reação e de outros ao seu redor seria a mesma caso os apaixonados fossem pessoas do mesmo sexo? Preconceito, respeito e aceitação sobre o amor gay fazem parte do espetáculo Figo, do Grupo K, que estreia hoje, na Fundação Cultural de Blumenau.

Monólogo baseado no texto Terça-Feira Gorda, do escritor Caio Fernando Abreu, o espetáculo dá margem para que realidade e ficção se misturem. No palco, o ator Rafael Koehler, orientado pelo diretor Pépe Sedrez, encarna o personagem ao mesmo tempo em que aborda experiências próprias. Quem o conhece, talvez consiga diferenciar esses momentos, mas a confusão é proposital.

– É uma forma de tocar as pessoas. Não tinha como não se expor. Era preciso tirar as máscaras, afinal quando se trata de um tema assim, a gente não pode se esconder – comenta Pépe.

Com o destaque de gays na mídia, há quem considere que a comunidade homossexual esteja representada e cada vez mais aceita. No entanto, para o escritor Gregory Haertel, que auxiliou na produção textual, essa aceitação é falsa. Como exemplo, ele cita que nunca um casal homossexual andando de mãos dadas em pleno dia.

Apesar da temática ter o objetivo de ecoar nos pensamentos do público, o Grupo K teve a preocupação de não fazer uma obra panfletária. Cogitou-se a possibilidade de após o espetáculo repassar informações sobre a atual situação da comunidade gay, os casos de discriminação e até mesmo números de assassinatos de homossexuais no Brasil. Entretanto, as informações foram retiradas por não ser um trabalho didático, mas artístico, focado em uma história de amor.

– E no respeito por esse amor – diz Rafael.

Além disso, houve a preocupação de não desenvolver um preconceito ao contrário, ou seja, transformar o personagem em um ser perfeito. Por isso, ele bebe, revela mais de uma paixão e tem contato com drogas.

Figo

A fruta título do monólogo, metáfora para essa relação de sentimentos entre pessoas do mesmo sexo, foi retirada do próprio conto do escritor Caio Fernando Abreu (confira trecho abaixo). A introdução para o texto e o final da peça foram produzidos pelo escritor blumenauense Gregory Haertel e o ator Rafael Koehler.

Apesar de não possuir nenhuma cena explícita, o Grupo K optou por indicar a faixa etária para maiores de 18 anos. Palavrões e referências à violência, sexo e drogas restringem a entrada de adolescentes. A peça tem apoio do Fundo Municipal de Cultura e integra a Temporada Blumenauense de Teatro.

Trecho

“Entreaberta, a boca dele veio se aproximando da minha. Parecia um figo maduro quando a gente faz com a ponta da faca uma cruz na extremidade mais redonda e rasga devagar a polpa, revelando o interior rosado cheio de grãos. Você sabia, eu falei, que o figo não é uma fruta mas uma flor que abre pra dentro. O quê, ele gritou. O figo, repeti, o figo é uma flor. Mas não tinha importância”

Trecho de Terça-feira Gorda, conto de Caio Fernando Abreu, do livro Morangos Mofados.


Já estamos acostumados com as declarações polêmicas de Elton John. Desta vez ele misturou assuntos dos mais delicados: religião e homossexualidade.
Em entrevista à revista “Parade”, o cantor deu a sua opinião sobre ninguém menos que Jesus Cristo. “Acho que Jesus era compassivo, um homem gay super inteligente que compreendeu os problemas humanos. Na cruz, perdoou as pessoas que o crucificaram. Jesus queria estar amando e perdoando”, disse ele.
E ele falou ainda mais sobre o tema. “Não sei o que torna as pessoas tão cruéis. Tentar ser uma mulher gay no Oriente Médio, por exemplo, é tão bom quanto morrer”, declarou.

E a comunidade cristã ficou “passada em Cristo”.

Um vídeo postado no YouTube e protagonizado por Thalia Bombinha, drag famosa por aparecer em programas de comédia na TV, como o do Tom Cavalcante e o do Ratinho, faz paródia dos depoimentos que vão ao ar diariamente após o final da novela “Viver a Vida”, de Manoel Carlos.
No vídeo, a drag é Flávia, de 23 anos, e conta sua história de superação. Sofreu muito na infância. Foi “bulinada” e “violentada” pelos meninos que mexiam em sua “xoxota” e a chamavam de gorda.

“Quis fazer o vídeo porque na Blue Space não tem mais final de show. Dei a ideia pro Vitor, pra gente fazer todo final de show, alguém do elenco dando um depoimento. Mas um depoimento engraçado”, conta a drag para o site A Capa.

Sobre a novela das oito, Thalia diz que assiste e se inspira para escrever roteirinhos para o seu show. Mas em um ponto a drag é taxativa: “Miguel tem que ficar comigo. Ele ia pegar a Luciana, empurrar a cadeira de rodas dela e ela ia longe. Ele ia falar: ‘Pra que eu quero a Luciana se eu tenho esse corpo imenso? São várias Lucianas juntas’. Ele devia ficar comigo, apesar de que eu não quero ficar ele”.

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Por: Mayara Branco

Lendo um pouco sobre andróginos no badalado blog de irmã Cleycianne, fui tirar algumas dúvidas sobre a escrita certa da palavra e acabei descobrindo duas formas corretas de escrevê-la . O que difere uma forma de outra são as significações.

Os “andróginos” com “i” são pessoas que têm características físicas e comportamento de ambos os sexos.  Assim quando pensamos em Lady Gaga, Michael Jackson, Prince, Bill Kaulitz (o vocalista do Tokio Hotel) e derivados não podemos distingui-los apenas pela aparência. Pois para deixar em evidência sua dualidade os “andróginos homens” usam adereços femininos e as mulheres, masculinos.

Não é por isso que os “andróginos” venham a ser homossexuais ou bissexuais, pois, a androginia nada tem a ver com orientação sexual e sim com caráter do comportamento e aparência individual.  Em literatura, no livro “O Banquete”, de Platão, o andrógino é uma criatura mítica proto-humana. Descrito assim por Aristófanes, em função do surgimento dos sexos.

Partindo então para a Androgenia, os “andrógenos” com “e” não são indivíduos, mas fatores que originam ou estimulam os caracteres humanos e outros fatores que geram a aparência masculina como: barba, tórax, etc.

Portanto cuidado quando você ver algum “andrógino” por aí, ele pode não ser o que parece.

O general Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, indicado para ocupar uma vaga de ministro do Superior Tribunal Militar (STM), já chegou causando. Ele disse que soldados não obedecem a comandantes homossexuais e que as atividades desempenhadas pelas Forças Armadas não são adequadas a homossexuais. “Talvez tenha outro ramo de atividade que ele (o militar homossexual) possa desempenhar”, afirmou.

Esse babado todo começou na terça-feira passada, durante uma audiência na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, quando o general, sósia do professor Raymundo (aquele da escolinha), foi surpreendido com a pergunta dos senadores Demóstenes Torres (DEM-GO) e Eduardo Suplicy (PT-SP): “Vossas excelências são favoráveis ao ingresso de homossexuais em qualquer das forças e acham que essa polêmica tem razão de ser?”.

Aguinaldão Silva, nosso amigo, postou no blogão: “O General Raymundo Nonato de Cerqueira Filho, cuja opinião sobre os homossexuais é que eles não podem entrar no exército porque não estão preparados para comandar, precisa urgentemente ser apresentado a Karl Lagerfeld, pois só aí ele terá conhecido um general de verdade: um homem que comanda com mão de ferro não apenas um batalhão ou um quartel, mas todo o exército da Chanel – um império inteiro”.


Essa polêmica – E por que será que o homossexualismo vive cercado de mitos e polêmicas, hein? – já vem de longa data. Não faz muito tempo que assistimos aquele lindo casal de militares gays, um deles cantava igualzinho à Cássia Eller, no programa da Luciana Giminez contando o drama de ser preso, torturado e etc.

E novas polêmicas surgem e sempre surgirão. Nos EUA existe uma lei que proíbe homossexuais no Exército, porém, já há discussões sobre a anulação dela. Mas  não é só o Karl Lagerfeld que comanda um império. Há uns dois séculos atrás o nosso querido Napoleão Bonaparte colocava ordem na França e, cá entre nós, tinha uma faminha bastante amistosa!

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Pedro leonardo em Papo de 5ª com JP (Freedo…
JESSICA M. em Andróginos X Andrógenos
Rita de Cássia Marti… em Papo de 5ª com JP (Freedo…
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djonathan em Gays de Porto Rico querem que…

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